Prólogo
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Posted: Aug 2 2008, 08:40 PM


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Salem, Massachusetts – 1692

Uma escrava Africana estava sendo julgada por bruxaria depois de contar às amigas sobre as práticas vodou na África Ocidental; coincidência ou não, as mesmas tiveram pesadelos por noites seguidas, levando o médico a dizer e acreditar que estariam embruxadas. Um pregador colonial que acreditava em bruxa ficou encarregado da acusação, prendendo e executando vinte pessoas ao longo do ano.

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As famílias Danvers, Parry, Garwin, Pope e Sims fundaram a colônia de Ipswich por volta de 1512; vindos do sul da Inglaterra, visavam fugir dos rumores sobre as suas atividades e modo de vida tão diferente dos outros seres humanos daquela cidade, que começavam a ficar mais fortes e já causavam intrigas e dúvidas nos outros moradores.

Ficariam livres de comentários e perguntas em solo norte-americano, mas isso não durou muito tempo; alguma coisa neles chamava a atenção alheia e despertava curiosidade, o que acabava gerando pré-conceitos sobre quem eles realmente eram. De fato não era normal que cinco famílias ricas, com filhos e uma vida aparentemente acima do normal chamava a atenção de camponeses.

Não tinha como agirem normalmente sempre, e isso era uma regra que se aplicava aos filhos à medida em que cresciam; não descobriam o que poderiam fazer até certa idade, mas se perguntavam porque seus pais conseguiam fazer coisas tão fora do comum, o que normalmente assustava suas mães.

Os Danvers, são uma família que possui um controle e sabedoria do poder. Eles evitam de utilizar o poder pois sabem que é com isso que faz com que o envelhecimento aconteça. Eles possuem uma grande biblioteca de Ocultismo, talvez a mais completa de todas as famílias.

Os Parry não se interessam muito pela sabedoria, utilizam o poder moderadamente. Gostam de jogar, e em praticamente a maioria dos jogos ele ganham.

Os Garwin gostam de curtir a vida, adoram utilizar os poderes. Tentam impressionar as pessoas, e com o uso de poder.

Os Sims não aproveitam muito dos poderes, mas gosta de aprender com os outros. Mas utilizam para curtir, geralmente segue os divertidos.

Ipswich, Massachusetts – 1692

A caça às bruxas em Salem tomou uma proporção maior do que a esperada ou necessária, atingindo assim, condados e cidades vizinhas, e Ipswich não ficou de fora. Se antes as cinco famílias começaram a achar que tudo estava indo bem, os rumores de que bruxos estavam sendo caçadas lhes tirou o sono por alguns dias. Não faziam nada fora do comum às vistas dos habitantes, mas ainda assim, tinham aquela coisa que puxava e prendia a atenção das pessoas. Algumas ficaram confusas, outras receosas e algumas poucas ajudaram a espalhar que tinham o mesmo tipo ali naquela pacata cidade.

Os Filhos de Ipswich se viram encurralados e tinham que fazer alguma coisa para que não deixassem suas atividades serem expostas ou até mesmo que as pessoas parassem com qualquer possível desconfiança; fizeram um pacto de silêncio, e nele tinham que manter a salvo a história que carregavam e teriam que controlar o uso dos poderes, que além de fazê-los perder vida, chamava demasiada atenção.

Mas uma família com sede de ganância, poder e respeito não se contentara com o pacto e se recusou a fazer parte daquela façanha. Os Pope jamais aceitaram que lhes tratassem de maneira menor do que realmente eram, e costumavam não tolerar qualquer atitude que não lhes fosse digna. Queriam respeito e serem conhecidos, não viver como seres humanos desprezíveis e sem futuro algum.

Os outros membros não tinham outra escolha senão expulsar os Pope dali e quebrar o pacto com eles; deixaram a cidade e para trás esqueceram que tinham uma família e uma linhagem a seguir. Se algum dia precisassem de ajuda ou de qualquer outra coisa, esta seria negada pelas quatro famílias remanescentes.

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Os Pope desapareceram do mapa; nenhuma notícia sobre eles jamais caiu nos ouvidos das outras pessoas, e se souberam de alguma coisa sobre os mesmos, os Filhos de Ipswich fingiram-se de surdo ou simplesmente ignoraram o que ouviram. No entanto, os rumores de que a família tinha sido assassinada no condado vizinho chegou até Ipswich e no mínimo um remorso por perder uma linhagem de uma espécie como aquela pôde ser sentida por três das outras quatro famílias.

Em 1700 eram apenas Lionell Pope com seus trigêmos, oq eu restava dos Pope. Por mais que tivesse apenas 38 anos, o homem aparentavam ter o triplo da idade e já não tinha mais a mesma disposição para as coisas. Precisava se fixar em algum lugar e arrumar uma mulher que cuidasse de seus filhos, já que ele logo não poderia fazer mais isso – não que algum dia o fez direito. Foi em (nome da cidade; uma estranha) que conseguiu ficar, e tão logo como apareceu por lá, conheceu a mulher que seria sua segunda esposa.

Klara Chap e sua família estavam longe de poderem ser tachados como gente. Desde sempre, ao menos dois membros da família tinham essa coisa que os impedia de fazer amigos ou de sair de casa sem que lhe olhassem torto. Algo nos genes talvez,mas seja o que for, aquela família carregava uma maldição, que com o passar do tempo ficava apenas mais e mais confusa. Mas fato é: aquelas pessoas conseguiam fazer coisas estranhamente fora do normal, e como tudo nessa vida tem o dom de melhorar, com aquelas pessoas não pôde ser diferente, mas a melhor foi puxando para o lado mal da coisa, se é possível entender.

A mistura sanguínea entre o Pope e a Chap resultou no que poderia ser considerada uma outra raça.


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