Uma breve história do mundo
Makbro
Posted: Mar 30 2008, 06:13 AM


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E ae povo xD
Bom eu tenhu um livro aqui emprestado de historia bem legal mesmo, que conta a historia geral desde o inicio dos homens até nao sei onde por que ainda nao terminei de ler =x.
Eu achei interessante colocar o conteudo aqui, vou ir colocando uma parte por semana ( por que ta fods fazendo cursinho e estudando de manhã ). Vou colcando até onde der
espero que gostem =D




CAPITULO 1


1.1 Vindos da África

Eles viviam na África e, há dois milhões de anos, eram poucos. Eram quase seres humanos, embora tendessem a ser menores que seus descendentes que agora habitam o mundo. Andavam eretos e subiam montanhas com enorme habilidade.

Alimentavam-se principalmente de frutas, nozes, sementes e outras plantas comestíveis, mas começavam a alimentar-se de carne. Seus implementos eram primitivos. Se tentavam dar forma a uma pedra, não conseguiam chegar muito longe com a modelagem. Provavelmente, conseguiam usar um pedaço de pau para defesa ou ataque, ou até esmo para escavar, caso achassem um roedor escondendo-se em um buraco. Não se sabe se construíam abrigos, feitos de arbustos e de pedaços de pau, para se protegerem dos ventos frios no inverno. Não há duvidas de que alguns moravam nas cavernas – se é que podiam ser encontradas cavernas –, mas uma residência permanente dessa forma teria restringido bastante a mobilidade necessária para se achar alimento suficiente. Para viver do que a terra oferecia, eram necessárias longas caminhadas a lugares onde certas sementes e frutas pudessem ser encontradas. Sua dieta era i resultado de uma serie de descobertas, feitas ao longo de centenas de milhares de anos. Uma descoberta de grande importância era saber se uma planta, aparentemente comestível, não era venenosa; vivendo a revirar os lugares a procura de novos alimentos em tempos de seca e fome, alguns devem, certamente, ter morrido por envenenamento.

Há dois milhões de anos, esses seres humanos, conhecidos como hominídeos viviam principalmente as regiões agora chamadas de Quênia, Tanzânia e Etiópia. Se a África for dividida em três zonas horizontais, a raça humana ocupava a zona do meio, ou zona tropical. Provavelmente, a maior parte desta eram pastos. De fato, uma mudança no clima um ou dois milhões de anos antes, fazendo com que os pastos substituíssem em boa parte as florestas em certas regiões, pode ter incentivado esses humanos a, gradualmente, deixarem a companhia de seus parentes, os macacos, a s assarem mais tempo no chão.

Eles já tinham uma longa historia, embora não tivessem nem uma memória ou registro disto. Falamos hoje de do grande espaço de tempo que se passou desde a construção das pirâmides do Egito, mas esse espaço foi simplesmente um piscar de olhos, comparado à longa historia que a raça humana já viveu. Na Tanzânia, foi descoberto um registro primitivo pelo qual conclui-se que dois adultos e uma criança caminhavam sobre cinza vulcânica amolecida por chuva recente. Suas pegadas foram, então, cozidas pelo sol e, aos poucos, foram cobertas por camadas de terra; as pegadas, definitivamente humanas, têm pelo menos 3,6 bilhões de anos. Até isso é considerado um fato recente na história do mundo contemporâneo: o ultimo dos dinossauros foi extinto há cerca de 64 bilhões de anos.

No leste da África, os primeiros humanos gostavam de acampar as margens dos lagos e dos leitos arenosos de rios ou em campinas: nesses lugares foram encontrados alguns restos por eles deixados. Conseguiam também adaptar-se a climas mais frios e, na Etiópia, preferiam os planaltos abertos a uma altitude de 1.600 ou 2.000 metros acima do nível do mar. Nas florestas sempre verdes das regiões montanhosas, também sentiam-se em casa; sua adaptabilidade era impressionante.

Na impiedosa competição por sobreviver e multiplicar, os humanos geralmente tiveram sucesso. Em sua parte da África, eram em numero bem menos que as espécies de grandes animais, alguns deles agressivos, mas, ainda assim, os humanos prosperaram. Talvez as populações tenham se tornado muito grandes para os recursos disponíveis em suas regiões, ou tenham se tornado muito grandes para os recursos disponíveis em suas regiões, ou tenha havido um longo período de seca, e isso os tenha levado para o norte. Há forte evidencia de que, em algum momento por volta de dois milhões de anos atrás, eles começaram a migrar mais para o norte. O maior deserto do mundo, estendendo-se do nordeste da África para alem da Arábia, pode ter, por algum tempo, impedido seu caminho. A estreita ponte de terra entre a África e a Ásia menor era facilmente atravessada.

Moviam-se em pequenos grupos: eram exploradores assim como colonizadores. Em cada região desconhecida, tinham de adaptar-se a novos alimentos, tinham de tomar cuidado com animais selvagens, com cobras e insetos venenosos. Os que abriam caminho conseguiam certa vantagem, pois os seres humanos, aqueles adversários implacáveis dos invasores de territórios, não atrapalhavam seu caminho.

Era mais uma corrida de revezamento do que uma longa caminhada. É possível que um grupo talvez seis ou doze pessoas avançasse uma pequena distancia e, então, se estabelecesse nesse lugar. Outros vinham, passavam por cima deles ou os mandavam para outro lugar. O avanço pela Ásia pode ter levado de 10 mil a 200 mil anos. Montanhas tinham de ser escalados, pântanos atravessados, rios largos, gelados e de forte correnteza tinham de ser atravessados. Será que atravessaram esses rios em seus pontos mais rasos, nas estações muito secas, ou nos pontos mais altos da região, antes que o leito se tornasse mais largo? Será que os exploradores sabiam nadar? As respostas não são conhecidas. A noite, em terrenos desconhecidos, era precioso selecionar um abrigo ou um lugar com um pouco de segurança. Sem ajuda de cães de guarda, deviam manter a vigilância sobre animais selvagens que vinham à caça durante a noite.

No decorrer dessa longa e lenta migração, a primeira de muitas longas migrações na historia da raça humana, essas pessoas originarias dos trópicos avançavam para territórios bem mais frios que qualquer um de seus ancestrais jamais havia conhecido. Se conseguiam aquecer-se ao fogo nas noites frias, não se tem certeza. Quando um raio caia em campos adjacentes, dando inicio a um fogo, presumivelmente eles recolhiam o fogo acendendo um galho e o transportavam para outra área. Quando o galho estava quase todo queimado e o fogo quase apagando, acendiam outro galho. O fogo era tão valioso que, uma vez conseguido, era tratado cuidadosamente; mas o fogo podia extinguir-se por falta de cuidado, encharcar-se por uma chuva forte ou perder-se por falta de madeira seca ou lenha. Enquanto conseguiam manter o fogo, devem ter levado em suas viagens como um objeto precioso, assim como os primeiros australianos viajavam com o fogo.

A habilidade de gerar fogo, em vez de já consegui-lo aceso, veio bem mais tarde na historia humana. Com o tempo, os humanos conseguiram produzir uma chama através do atrito e do calor provocado ao se esfregar dos pedaços de madeira seca entre si. Podiam, também, riscar um pedaço de pirita ou outra rocha adequada e, assim, provocar uma faísca; em ambos os processos, eram necessários gravetos muito secos e o domínio da arte de soprar delicadamente sobre os gravetos em chamas.

O emprego habilidoso do fogo, o resultado de muitas idéias e experiências durante milhares de anos, é uma das conquistas da raça humana. A ingenuidade da maneira em que era empregado pode ser vista na forma de vida que sobreviveu em algumas regiões remotas da Austrália ate o século XX. Nas planícies desanuviadas do interior, os aborígenes acendiam pequenos fogos para enviar sinais de fumaça, uma forma inteligente de telégrafo. Também usavam o fogo para cozinhar, para se aquecer e para forçar os animais a sair das tocas (enchendo-as de fumaça). O fogo era a única iluminação a noite, exceto quando uma lia lhes dava luz para suas cerimônias de dança. Era usado para endurecer os pedaços de pau usados para cavar, para modelar madeira com a qual eram feitas as lanças e para cremar os mortos. Era usado para gravar marcas cerimoniais na pele humana e para afastar as do capim de um determinado acampamento. Era um repelente de insetos e era usado por caçadores para queimar o capim em sistema de mosaicos em certas ocasiões do ano e, assim, incentivar novo crescimento, quando viessem as chuvas. Eram tão numerosos os usos eventuais do fogo que essa era a ferramenta de maior utilidade possuída pela raça humana até recentemente.

Hoje, os humanos possuem armas que fazem com que tenhamos pena das garras e dos dentes de um animal. Por muito tempo, entretanto, era a raça humana que dava pena: fisicamente, ela era menos e mais leve que muitos dos animais que habitavam as redondezas e incomparavelmente menos numerosa que casa rebanho de grandes animais. A população humana inteira de cada região era pequena comparada à das outras espécies combatentes. Na Ásia, o grande mamute de chifres curvos, ema espécie de elefante, deve ter excedido bastante, em números, os humanos que eles viam ocasionalmente por perto, enquanto pastavam.
O perigo de taques vindo de animais selvagens era alto. Mesmo em 1996, em um estado da Índia, 33 crianças foram fatalmente atacadas por lobos. Na África, os leopardos e leões devem ter sido temido pelos humanos. Obviamente cada pequeno avanço na capacidade de organização humana foi uma ajuda vital para a auto defesa, principalmente à noite. Sem a habilidade de cooperação contra o inimigo, é possível que os primeiros humanos a se arriscarem em novas áreas tropicais tenham sido facilmente eliminado.

Há cerca de 1,8 bmlhões de anos, o pelotão de frente desse movimento chegou a China e ao sudeste asiático. Pouco se sabe sobre essa longa serie de viagens feitas pela raça humana, embora muito mais ainda será desvendado por arqueólogos e pré-historiadores no próximo século. Pessoas do interior em sua essência, esses humanos provavelmente tardaram em se estabelecer ao longo do litoral, levando ainda mais tempo para dominar até mesmo as águas rasas.
Em escavação recente, feita numa ilha mais afastada do arquipélago da Indonésias foram revelados resquícios de habitação humana, remontando a mais de 800 mil anos. Os resquícios, descobertos num antigo leito de um lago na ilha montanhosa de flores, provou, se qualquer sombra de duvida, que os humanos tinham prendido a construir embarcações e a remá-las mar à dentro: as embarcações a vela ainda levaram muito tempo para aparecer. Para chegar à ilha de Flores, foi feita uma travessia marítima ousada rumo ao leste, partindo da ilha mais próxima. Mesmo que o nível do mar estivesse em seu ponto mais baixo, a distancia percorrida num barco ou bote pequeno, partindo da ilha mais próxima seria de pelo menos 19 quilômetros. Talvez essa tenha sido a viagem a lua no século XX, no sentido de que excedia todas as viagens anteriores

Aqui e ali ainda podem ser encontrados traços de vida cotidiana desses exploradores e colonizadores pioneiros. Perto de Pequim num acampamento de humanos, camadas de cinza e carvão vegetal foram recentemente descobertas através de cuidadosas escavações. Essas fogueiras de acampamento tinham permanecido intactas por talvez 400 mil anos, mas continham os restos de uma refeição: o osso calcinado de um veado e as cascas de nozes de arvores encontradas na região....


Bom esta aqui a primeira parte semana que vem posto a 2º parte

espero que tenham gostado
livro: Uma breve historia do mundo, do professor Geoffrey blainey.
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Keffey
Posted: Mar 31 2008, 04:17 AM


Saber é poder, e não o querer ;D
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Adoro a história da pré-história e antiguidade huaehueahuaeueah
Essa questão do fogo eu já tinha ouvido falar, os primatas ancestrais realmente eram fascinados pelo fogo... se eu não me engano essa fascinação que dispertou a imaginação deles claro junto com outros fatores que fez a inteligência deles crescerem... eu invejo eles numa coisa, conhecerem animais fascinantes da época que só vemos por ossos feios hoje em dia lol
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Makbro
Posted: Apr 3 2008, 12:30 AM


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1.2 Um Despertar

No espaço de vários milhões de anos, os humanos tinham se tornado adaptáveis, munidos de mais recursos. O típico cérebro humano estava crescendo em volume. Em quanto ele ocupava cerca de 500 centímetros cúbicos nos primeiros humanos, ocupava cerca de 900 na espécie humana chamada de Homo erectus, que levou a cabo essa longa migração. Em algum ponto entre 500 mil e 200 mil anos, o cérebro sofreu novamente um crescimento notável em volume; esse aumento do cérebro foi um dos grandes acontecimentos na história das mudanças biológicas.

A estrutura do cérebro também vinha mudando, e formou-se uma “área motora e uma área da fala”. um cérebro maior parecia estar associado a uma crescente habilidade em usar as mãos e os braços, e ao lento surgimento de uma linguagem falada. Um crescimento tão substancial no tamanho do cérebro de qualquer espécie e um acontecimento de grande importância. Como isso aconteceu, porem, é um grande mistério; uma das possíveis causas é o uso cada vez maior da carne na alimentação. É pouco provável que a raça humana, nesse estagio, possuísse armas ou habilidades necessárias para matar animais selvagens de qualquer tamanho. Possivelmente, as refeições de carne proviam da crescente coragem em revirar as carcaças de animais mortos recentemente, enquanto o rebanho ou a manada principal pastava não muito longe do local, ou provinham da crescente habilidade de caçar animais menores que não apresentavam perigo, mas que não eram fáceis de pegar. É provável que, no decorrer do tempo, os ácidos graxos encontrados na carne melhoraram o cérebro e seu funcionamento; com o tempo, essa vantagem possibilitou aos humanos vislumbrar melhores maneiras de caçar animais. Tudo isso, porem é apenas especulação.

A linguagem falada estava adquirindo mais palavras e mais precisão. As belas-artes estavam surgindo junto com o ato de comunicar-se através da fala, apoiando-se no uso de símbolos que podiam ser detectados pelo ouvido e pela visão. A habilidade de inverter símbolos e de reconhecê-los foi resultado do lento desenvolvimento do cérebro; talvez um desenvolvimento na laringe humana também tenha ajudado a expressar esses símbolos na forma de som.

Apesar dos avanços no estudo da mente nos últimos cinqüenta anos, ainda há muito que se explorar sobre o cérebro e a fala humanos. Conforme sugerido por um médico especialista, numa atividade complexa como a fala “a interação das partes do cérebro não se assemelha ao sistema de uma maquina, mas, sim, a uma colcha de retalhos”. Seja qual for sua origem, a fala é a maior de todas as invenções.

Há cerca de 60 mil anos, surgiram sinais de um despertar humano. Os pré historiadores e arqueólogos, voltando no tempo, colheram evidencias para uma lenta sucessão de mudanças que, nos 30 mil anos seguintes, chegaram a merecer descrições tais como “O Grande Salto Adiante” ou “A Explosão Cultural”. Há uma disputa sobre quem deu esse salto e quem provocou essa explosão. Possivelmente as mudanças foram o trabalho de um novo grupo humano que surgiu na África e depois emigrou para a Ásia e a Europa, onde coexistiram com o homem de Neanderthal, uma espécie que mais tarde veio a desaparecer. O que fica claro é a existência da criatividade humana em varias frentes.

A fala de centenas de gerações de pessoas que viveram durante o Despertar está adormecida e perdida no tempo, mas parte de suas artes e de seus ofícios sobrevivem, em fragmentos ou intacta. As artes floresceram na Europa durante a longa era glacial que começou por volta de 75 mil anos atrás. Há evidencia numa vida após a morte; a viagem para essa nova vida requeria acessórios ou indicações do status de cada um, e os itens escolhidos eram arrumados no tumulo. Em Sunghir, na Rússia, por volta de 28 mol anos atrás, um homem com cerca de 60 anos de idade foi enterrado, seu corpo adornado com mais de dois mil pedaços de marfim e de outros ornamentos. Atingir 60 anos de idade deve ter sido algo venerável, pois a maioria dos adultos morria mais cedo.

Em outro tumulo, foi enterrada, ao lado de um homem, uma menina adolescente vestida com um chapéu de contas e, talvez um manto do qual o único vestígio é um alfinete de marfim que o prendia próximo a garganta. Seu corpo estava coberto com mais de cinco mil contas e outros enfeites. O longo tempo que teve para arrumar o tumulo era um sinal de que a morte era tão importante quanto à vida.
Muitas vezes, as pessoas desse mundo nômade devem ter sentido uma grande incerteza. Estavam à mercê das estações, pois não armazenavam grãos, nozes ou outros alimentos com os quais pudesse enfrentar a fase inicial de um período de fome. Em sua maioria, os abrigos eram frágeis. Em algumas regiões, viviam lado a lado com os tigres, leões, ursos, panteras, elefantes e outros animais de força e ferocidade formidáveis. Procuravam certeza e consolação. Começaram a criar religiões e objetivos de devoção e homenagem, assim como representação do mundo a seu redor.

As técnicas de caça foram de lanças, lâminas e outros instrumentos de corte e de perfuração, superiores à maioria que já havia sido usada até então , eram produzidos em centenas de milhares em um só ano qualquer. Em vez de ir ao encalço só de animais pequenos, os caçadores tentavam atacar animais de maior porte. Na Alemanha, os elefantes eram caçados; na França, caçava-se o leopardo, por sua pele e por sua carne, e na Itália, caçava-se javali.

Junto com o desenvolvimento das armas, parecia vir à melhoria nas habilidades de organização. As armas e a habilidade humana de cooperação fizeram parte do mesmo despertar da mente. Rebanhos de animais eram caçados e encurralados, ou levados à morte num precipício, onde davam lugar a grandes festas da carne. É comum hoje em dia observar que os seres humanos naquela época vivam em harmonia com seu ambiente e não matavam sem necessidade ou com imprudência, mas a observação tem de ser tratada com cuidado devido à falta de conclusões e evidencias.

Na Europa e na Ásia, onde quer que o suprimento de alimentos fosse favorável, acampamentos e vilas tornavam-se mais permanentes do que antes. As casas eram geralmente construídas em encostas que davam proteção contra os ventos gelados. Uma pequena escavação circular dava um espaço plano que servia de chão, feito de ardósia, e postes de madeira seguravam o telhado que era coberto com pele de cavalos e de outros animais. Vinda da lareira, no meio do único cômodo grande, a fumaça saia por um pequeno buraco do telhado.

No mundo inteiro, as pessoas viviam uma vida seminômade. Cada pequeno grupo de pessoas, talvez raramente chegando a 20, ocupava um grande território. No decorrer de um ano, mudavam-se sistematicamente de lugar, sem carregar nenhum pertence e fazendo uso da variedade dos alimentos da estação: uma uva madura aqui, uma plantação de raízes crescendo ali, um ninho com ovos de pássaros mais adiante, uma noz amadurecendo acolá. Desde que a população fosse pequena e os recursos naturais fossem muitos, as pessoas viviam em relativa abundancia.

É possível que, às vezes, vários grupos se encontrassem a casa ano em lugares com fartura de alimentos, mas as grandes reuniões devem ter sido uma raridade. No mundo inteiro, é possível que em nenhuma época, por exemplo, antes de 20000 a.C., mais de 500 pessoas tenham se reunido num mesmo lugar. Ate mesmo suas reuniões eram temporárias. Como não cultivavam alimentos e não criavam animais, não podia prover com alimentos uma grande reunião de pessoas por muito tempo.

Um grupo ou tribo de pessoas que estava constantemente em movimento não podia tratar com eficácia dos doentes e dos que não argumentavam longas caminhadas. Até bebês gêmeos eram um grande transtorno e, provavelmente, um dos dois era morto. Os mais velhos, que não podiam mais andar, eram deixados para trás até morrerem. Uma sociedade móvel não tinha outra alternativa.



Bom povo aqui esta a segunda parte, eu consegui dar uma adiantada nas coisas aqui por iss estou postando mais cedo. É bem provavel que sabado ou domingo tenha mais uma parte que seria o final do capitulo 1.

Bom espero que gostem ;D
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Carbono
Posted: Apr 7 2008, 02:34 PM


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pô... legal o texto mas ainda não tive tempo de le tudo
parabens ai
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